Médicos palestinos vasculham o pátio do complexo médico Al-Shifa, no norte de Gaza, em busca de corpos de desaparecidos após o ataque israelense que destruiu o hospital – na esperança de identificar os mortos e encontrar os desaparecidos nesta segunda-feira (8).
Depois de uma operação de duas semanas contra supostos combatentes, que resultou num deserto de edifícios carbonizados, Israel retirou as suas tropas do Al-Shifa na segunda-feira (1) e equipes médicas palestinas e famílias regressaram ao local em busca de restos humanos.
Maha Sweilam, cujo marido trabalhava no Al-Shifa durante a operação, vasculhou de pilhas de concreto quebrado enquanto uma escavadeira removia blocos de areia nas proximidades.
Sweilam disse que ela e o marido, ambos médicos, estavam separados. Ela não sabe o que aconteceu com ele.
Outro palestino em busca de parentes, Nabil Abed, disse que seu pai foi morto e nesta segunda-feira foi ao hospital na esperança de identificar seu corpo.
Israel disse que matou centenas de combatentes do Hamas que estavam ali escondidos. O Hamas e a equipe médica negam que combatentes estivessem presentes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que apenas 10 dos 36 hospitais de Gaza ainda conseguem funcionar, mesmo que parcialmente.